O mercado do boi gordo manteve o movimento de alta nesta terça-feira (29), com um negócio pontual chegando a R$ 380 por arroba à vista em Sertãozinho, no interior de São Paulo.
A negociação foi registrada pela Agrobrazil e acompanhada pelo Balcão do Boi, com abate programado para dois dias de escala. O valor representa um novo patamar entre os negócios registrados, mas ainda não corresponde à média praticada no mercado paulista.
O Indicador do Boi DATAGRO também avançou pelo sétimo dia consecutivo em São Paulo. A alta de 0,92% levou a referência para R$ 363,57 por arroba.
Oferta de animais segue mais restrita
A valorização ocorre em um cenário de oferta mais contida de bovinos terminados. Parte dos frigoríficos encontra dificuldades para completar suas programações de abate e, em determinadas situações, precisa melhorar as ofertas para garantir novos lotes.
A média das escalas de abate acompanhadas pela Agrobrazil ficou em 5,49 dias úteis, praticamente estável na comparação anterior.
Além da menor disponibilidade de animais, a expectativa de recomposição dos estoques de carne na virada do mês também contribui para sustentar as negociações.
Referências variam entre os levantamentos
Os preços observados no mercado paulista apresentam diferenças de acordo com a metodologia e as condições de cada negociação.
A Scot Consultoria apontou R$ 355 por arroba para o boi destinado ao mercado interno e R$ 360 para o animal com padrão China, ambos em valores brutos e a prazo.
Já a Agrifatto indicou referência de R$ 360 por arroba a prazo, com registros de negócios chegando a R$ 365.
Esses valores não podem ser comparados diretamente com os R$ 380/@ registrados em Sertãozinho, já que condições como prazo de pagamento, localização, padrão dos animais e necessidade de compra da indústria influenciam o preço final.
Mercado futuro também registra valorização
Na B3, o contrato do boi gordo para novembro de 2026 encerrou a terça-feira cotado a R$ 391,40 por arroba, avanço de 1,01%.
O movimento acompanha a firmeza observada no mercado físico, mas os preços dos contratos futuros não representam garantia do valor que será recebido pelo pecuarista na venda dos animais.
Com a oferta mais ajustada e a dificuldade de parte das indústrias em alongar as escalas, o comportamento das negociações nos próximos dias será importante para indicar se os valores acima de R$ 365/@ ganharão maior frequência no mercado paulista.