As exportações brasileiras de bovinos vivos registraram em agosto o maior volume já observado para o mês. Foram embarcadas cerca de 171 mil cabeças, número 109,4% superior ao registrado em agosto de 2025 e 36,4% acima do recorde anterior para o mês, alcançado em 2024.
O resultado também se refletiu na receita. Os embarques movimentaram aproximadamente US$ 243,9 milhões em agosto, alta de 182,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Scot Consultoria.
Brasil já exportou 917,6 mil bovinos no ano
No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil exportou 917,6 mil bovinos vivos, o melhor resultado da série histórica para os oito primeiros meses do ano.
O volume representa 87,4% de tudo o que foi exportado ao longo de 2025, quando os embarques chegaram a aproximadamente 1,05 milhão de animais.
A receita acumulada também alcançou um patamar expressivo. Até agosto, as exportações de bovinos vivos somaram cerca de US$ 1,17 bilhão, superando pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão para o período.
Pará lidera os embarques
O Pará foi o principal estado de origem dos bovinos exportados em agosto, respondendo por 65,9% dos embarques. Na sequência apareceram o Rio Grande do Sul, com 23,6%, e o Paraná, com 6,7%.
Somente o Pará embarcou cerca de 112,6 mil animais no mês, quase quatro vezes o volume registrado em agosto de 2025. O estado respondeu por 92,6% do crescimento dos embarques na comparação anual.
Turquia foi o principal destino
Entre os compradores, a Turquia liderou as importações em agosto, com 62,2 mil bovinos, equivalente a 36,4% do total.
Marrocos e Iraque apareceram na sequência, com participações de 21,9% e 20,6%, respectivamente. Juntos, os três mercados responderam por 79% dos embarques brasileiros no mês.
O Marrocos também apresentou forte crescimento, passando de 9,5 mil animais adquiridos em agosto de 2025 para 37,5 mil neste ano.
O desempenho reforça a importância do mercado externo para a pecuária brasileira e mostra um ritmo elevado nas exportações de animais vivos ao longo de 2026.