As exportações brasileiras de mel in natura somaram 25.077 toneladas entre janeiro e agosto, queda de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da redução no volume embarcado, a receita com as vendas externas cresceu 2,8%, alcançando US$ 88,688 milhões, impulsionada pela valorização do produto no mercado internacional.
O preço médio do mel exportado pelo Brasil subiu 6,2%, chegando a US$ 3.536,62 por tonelada. O resultado indica que, mesmo com a retração na quantidade comercializada, o setor conseguiu ampliar o faturamento com os embarques.
Paraná ocupa terceira posição no ranking nacional
O Paraná ficou na terceira colocação entre os estados brasileiros exportadores de mel, com 3.509 toneladas embarcadas e receita de US$ 12,401 milhões no período.
O desempenho, porém, ficou abaixo do registrado nos primeiros oito meses de 2025. O volume exportado pelo estado recuou 25,3%, enquanto a receita diminuiu 19,8%.
Por outro lado, o preço médio do mel paranaense chegou a US$ 3.533,94 por tonelada, uma valorização de 7,4%. O aumento do valor por tonelada ajudou a amenizar parte do impacto provocado pela redução dos embarques.
Canadá e Alemanha ampliam compras de mel brasileiro
Entre os mercados compradores, o Canadá aumentou em 59,3% o volume adquirido, enquanto a Alemanha registrou crescimento de 249,4%.
A ampliação das compras nesses destinos demonstra oportunidades de expansão para o mel brasileiro no mercado internacional, embora o desempenho das exportações varie conforme o país de destino e as condições comerciais.
Decisão da União Europeia pode abrir novas oportunidades
Outro fator importante para o setor foi a divulgação, em 28 de setembro, de um relatório de auditoria técnica da Comissão Europeia. O documento atestou a conformidade dos controles sanitários brasileiros relacionados à apicultura e à avicultura.
A avaliação abre caminho para o fim da exclusão do Brasil da lista de fornecedores autorizados a comercializar determinados produtos de origem animal com o bloco europeu. A liberação formal, entretanto, depende da decisão do comitê regulador europeu, cuja votação estava prevista para os dias 20 e 21 de outubro.
A eventual retomada do acesso poderá ampliar as oportunidades comerciais para o setor apícola brasileiro. Para os produtores paranaenses, a abertura de novos mercados representa uma possibilidade de diversificar destinos e reduzir a dependência de compradores específicos.