O bicudo-do-abacateiro, associado ao grupo dos carunchos e coleobrocas, provoca lesões no tronco das arvores, galerias internas e a seca dos galhos
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de abacate, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com mercado predominantemente voltado ao abastecimento interno e em busca de ampliar sua participação no mercado externo, o fruto é procurado pelos consumidores por ser fonte de vitaminas, fibras e gorduras saudáveis, associadas à redução do colesterol. Entretanto, a proliferação de pragas na cultura pode reduzir a produtividade dos pomares, comprometer a qualidade comercial da fruta e gerar prejuízos econômicos aos produtores.
Uma das principais ameaças para a abacaticultura é o bicudo-do-abacateiro (Heilipus catagraphus ou Heilus spp.), associado ao grupo dos carunchos e coleobrocas. Esse inseto provoca lesões no tronco das arvores, galerias internas e a seca dos galhos, gerando riscos à estrutura das plantas e comprometimento das safras.
O aparecimento da praga é influenciado por condições climáticas favoráveis, como temperatura, umidade relativa do ar e volume de chuva. Falhas no manejo fitossanitário, tal qual a má manutenção de restos culturais e de frutos infectados, também favorecem a reprodução do parasita.
Como explica o gerente de assuntos regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, a atuação contra o bicudo deve ser realizada com base no manejo integrado de pragas (MIP). “A prevenção começa com o acompanhamento periódico do pomar, utilizando armadilhas para insetos, com o objetivo de identificar a presença e o nível populacional”, detalha.
A catação e o descarte adequado de frutos caídos e restos de poda, juntamente com a manutenção das copas iluminadas e arejadas, também ajudam a evitar a criação de abrigos para os insetos.
Neste cenário, recomenda-se que os defensivos utilizados sejam exclusivamente aqueles registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A aplicação deve ser realizada sob orientação de um engenheiro agrônomo ou profissional capacitado, seguindo as recomendações de uso e segurança previstas em bula. Para o cultivo do fruto, também é possível avaliar a adoção de produtos biológicos como parte das estratégias de manejo integrado de pragas (MIP), considerando as necessidades da cultura e as recomendações técnicas.
O site do Sindiveg disponibiliza mais informações sobre a proteção de outras culturas, por meio da página: Proteção de cultivos – Sindiveg.
Sobre o Sindiveg
Há mais de 85 anos, o Sindiveg – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal atua no Brasil representando o mercado de defensivos agrícolas no País, com suas 23 associadas, e dando voz legalmente à indústria de produtos de defesa vegetal em todo o território nacional. O Sindicato tem como propósito a promoção da produção agrícola de forma consciente, com o uso correto e seguro dos defensivos, bem como apoiar o setor no desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos para o seu uso consciente, sempre respeitando as leis, a sociedade e o meio ambiente.