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30 de outubro de 2026 - 8:18h

A Folha Agrícola

Boi gordo chega ao fim de outubro com negócios a R$ 400 por arroba e oferta restrita

O mercado do boi gordo encerra outubro com preços firmes, oferta limitada de animais terminados e negociações pontuais que alcançaram R$ 400 por arroba em São Paulo. A dificuldade dos frigoríficos para ampliar as escalas de abate mantém os pecuaristas firmes nas negociações, embora o consumo de carne bovina ainda limite novas valorizações.

Na quinta-feira (29), negócios nesse patamar foram registrados em Lucélia e Mococa, no interior paulista, segundo levantamento da plataforma Agrobrazil. Os valores, porém, representam operações pontuais e não a referência predominante do mercado.

Oferta restrita sustenta os preços

A disponibilidade limitada de bovinos prontos para o abate continua sendo um dos principais fatores de sustentação da arroba. Ao mesmo tempo, os pecuaristas demonstram resistência em aceitar ofertas menores, aumentando a disputa entre produtores e frigoríficos.

O levantamento da Agrobrazil apontou redução na média das escalas de abate, que passou de 6,79 para 6,51 dias úteis. Com programações mais curtas, as indústrias podem precisar intensificar as compras para garantir o abastecimento das unidades.

As condições climáticas também influenciam o mercado. Em algumas regiões, as chuvas dificultam o transporte dos animais. Em outras, favorecem a recuperação das pastagens e permitem que os produtores mantenham o gado por mais tempo nas propriedades.

São Paulo e Goiás registram valorização

No fechamento de quinta-feira, o Indicador do Boi apresentou alta de 0,04% em São Paulo, chegando a R$ 389,05 por arroba. Em Goiás, a valorização foi de 0,49%, com a cotação alcançando R$ 370,65 por arroba.

Os valores de referência devem ser diferenciados dos negócios pontuais de R$ 400. O preço efetivamente recebido pelo pecuarista depende de fatores como localização, padrão dos animais, condições de pagamento e necessidade de compra de cada frigorífico.

Consumo de carne limita novas altas

Apesar da firmeza do boi gordo, a comercialização da carne bovina no atacado apresenta avanços mais moderados. Segundo dados do Cepea citados no levantamento, a carcaça casada bovina estava cotada a R$ 26,15 por quilo, com valorização semanal de 0,4%.

A dificuldade de repassar integralmente os aumentos da matéria-prima para a carne pressiona as margens dos frigoríficos e pode tornar as compras mais seletivas.

A expectativa de melhora nas vendas no início de novembro, com a entrada dos salários, está no radar do setor. Caso a demanda reaja, a indústria poderá precisar ampliar as compras para recompor as escalas de abate. Esse movimento, no entanto, dependerá do comportamento efetivo do consumo.

Mercado futuro mantém contrato acima de R$ 400

Na bolsa B3, o contrato futuro do boi gordo com vencimento em dezembro de 2026 encerrou o pregão de quarta-feira (28) em R$ 403 por arroba, após recuo de 0,20%.

A cotação do mercado futuro representa as expectativas dos participantes para o período de vencimento e não garante que o pecuarista receberá esse valor na comercialização de animais no mercado físico.

O que o pecuarista deve observar em novembro

O mercado inicia novembro com oferta restrita, escalas de abate menores e produtores firmes nas negociações. Esse conjunto de fatores favorece a sustentação dos preços, mas a continuidade das altas dependerá principalmente da capacidade de escoamento da carne bovina.

Para o pecuarista, é importante avaliar não apenas o valor oferecido pela arroba, mas também os custos de alimentação, o desempenho dos animais, o prazo de pagamento e as condições de reposição do rebanho.

O registro de negócios a R$ 400 por arroba mostra o potencial de valorização em determinadas negociações, mas cada produtor deve acompanhar as referências de sua região para identificar as melhores oportunidades de venda.

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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