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15 de julho de 2026 - 6:55h

A Folha Agrícola

Preço do suíno vivo cai ao menor nível em duas décadas, mas exportações batem recorde

A suinocultura brasileira vive um momento de contrastes em 2026. Enquanto os preços do suíno vivo no mercado interno atingiram os menores patamares dos últimos 20 anos, as exportações de carne suína alcançaram volumes históricos, trazendo um importante alívio para o setor.

A queda nas cotações é resultado, principalmente, da elevada oferta de animais no país. O crescimento da produção nos últimos anos acabou superando o ritmo de expansão do consumo interno, pressionando os preços pagos aos produtores e reduzindo as margens da atividade.

Em diversas regiões produtoras, os suinocultores enfrentam dificuldades para manter a rentabilidade, apesar da redução nos custos de alimentação animal, favorecida pelas cotações mais baixas do milho e do farelo de soja.

Por outro lado, o mercado externo tem desempenhado papel fundamental para o setor. O Brasil registrou recorde nas exportações de carne suína no primeiro semestre de 2026, impulsionado principalmente pelo aumento da demanda internacional e pela abertura e ampliação de mercados compradores.

As vendas externas têm ajudado a reduzir parte do excedente de produção interna, evitando uma pressão ainda maior sobre os preços do suíno vivo. Especialistas avaliam que o bom desempenho das exportações poderá ser decisivo para uma recuperação gradual do mercado nos próximos meses.

Apesar do cenário desafiador, a expectativa do setor é de que o equilíbrio entre oferta e demanda avance ao longo do segundo semestre, permitindo uma melhora nas cotações e nas margens dos produtores brasileiros.

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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