A rápida expansão da produção de carne de frango na China está começando a preocupar o setor avícola brasileiro. Especialistas apontam que o país asiático pode se tornar um concorrente cada vez mais relevante no mercado internacional, aumentando a pressão sobre os preços e reduzindo oportunidades para os exportadores do Brasil.
Historicamente, a China foi uma das maiores compradoras de proteínas do mundo, impulsionada pelo crescimento da população urbana e pela expansão da classe média. No entanto, o cenário vem mudando rapidamente, com fortes investimentos na produção interna de aves e no aumento da capacidade de processamento.
As exportações chinesas de carne de frango apresentaram forte crescimento nos últimos anos e a expectativa é de novos avanços em 2026. Com isso, o país pode consolidar-se como um dos maiores exportadores mundiais do produto, ampliando sua presença em diversos mercados internacionais.
Além do crescimento das exportações, a produção chinesa também segue em expansão. O país já ocupa posição de destaque entre os maiores produtores mundiais de carne de frango, ampliando sua competitividade por meio de investimentos em tecnologia, integração produtiva e ganhos de eficiência.
Para o Brasil, o principal risco está no aumento da concorrência em mercados estratégicos da Ásia, Oriente Médio e África, regiões que atualmente representam importantes destinos para a carne de frango brasileira. Um maior volume de produto chinês disponível no mercado internacional pode pressionar as cotações e reduzir margens para as empresas exportadoras nacionais.
Apesar do alerta, o Brasil ainda possui importantes vantagens competitivas, como a ampla disponibilidade de grãos para ração, experiência no comércio internacional, status sanitário favorável e forte presença nos principais mercados consumidores. Ainda assim, o avanço chinês demonstra que o setor precisará continuar investindo em eficiência, agregação de valor e abertura de novos mercados para manter sua liderança global.