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14 de setembro de 2026 - 14:55h

A Folha Agrícola

O fígado dos peixes exige proteção: qualidade da água e alimentação estão entre os cuidados essenciais

Manejo nutricional e sanitário adequado favorece ganho de peso dos peixes de cultivo. Produção brasileira já ultrapassa 1 milhão de toneladas

A atenção à saúde e à nutrição dos peixes de cultivo é essencial para obter o esperado ganho de peso e a necessária conversão alimentar na piscicultura. Os alertas estão por toda parte, inclusive em alterações do fígado, que podem indicar desequilíbrios na nutrição e no manejo antes mesmo de aparecer sinais mais evidentes.

“Nem sempre o mau desenvolvimento dos peixes de cultivo, como a tilápia, é visível aos olhos dos produtores. É no fígado, por exemplo, que boa parte dos nutrientes da ração é transformada e direcionada para as respectivas funções no organismo. O órgão participa do metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, produz ácidos biliares que ajudam a digestão e ainda atua na defesa e na eliminação de substâncias tóxicas. Quando esse funcionamento é prejudicado, o problema aparece na produtividade e rentabilidade”, explica Cleber Daniel Almeida, consultor técnico e comercial da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

“Nesses casos, o peixe aproveita pior a ração, cresce menos e apresenta piora na conversão alimentar. Quando o fígado funciona bem, os nutrientes são aproveitados de maneira correta”, complementa o especialista.

O desafio é identificar o problema antes que ele provoque queda da eficiência produtiva. Alterações hepáticas nem sempre têm sinais claros, mas o produtor deve ficar atento quando houver comprometimento do desempenho dos peixes, principalmente se acompanhada de alterações nos índices viscerais. Em avaliações visuais, também podem ser observados aumento do fígado e mudanças em sua coloração, que pode ficar amarelada, pálida ou com aspecto de excesso de gordura.

“Um dos problemas associados à nutrição é a lipidose hepática, caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado. Excesso de ração, dietas desbalanceadas e níveis inadequados de gordura e carboidratos estão entre os fatores que podem aumentar o risco”, informa Cleber Almeida.

Por isso, ressalta o zootecnista, cuidar do fígado começa antes de qualquer alteração aparecer. A alimentação precisa ser específica para a espécie e a fase de produção, e na quantidade ideal. A qualidade e o armazenamento do alimento também fazem diferença, já que umidade, rancificação (alteração química de gorduras e óleos que causa sabor ruim e cheiro desagradável) e contaminação por micotoxinas podem comprometer a saúde dos peixes.

“A saúde hepática não deve ser vista de forma isolada. Ela resulta da interação entre nutrição, ambiente e manejo, e o fígado pode refletir precocemente qualquer desequilíbrio nesses três pontos”, finaliza o especialista da MCassab.

Sobre a MCassab

O Grupo MCassab é uma organização familiar nacional, fundada em 1928, com administração profissional, que atua no mercado brasileiro e latino-americano. Com matriz em São Paulo (SP), está presente está presente em todo o país e conta com unidades na Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia, China e Índia. O grupo atua em diferentes áreas: Nutrição e Saúde Animal, com foco em especialidades e ingredientes para avicultura, suinocultura, pecuária de corte e leite, aquacultura e petfood; Fider Pescados: criação e processamento de tilápia; Distribuição: atende à área industrial com o fornecimento de matérias-primas para cosméticos, limpeza doméstica e institucional, farmacêutica, veterinária, química e agrícola; NUTROR oferece pré-misturas customizadas ao mercado de alimentos, bebidas, suplementos e nutrição clínica; Consumo, com representação de brinquedos e jogos, artigos para o lar e distribuição de utensílios; e Investimentos, de construção e locação de imóveis.  Mais informações: www.mcassab.com.br.