O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, mantendo a tendência de desaceleração observada no fim de 2025. O levantamento é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
De acordo com o estudo, a retração foi puxada principalmente pelo ramo agrícola, que apresentou queda de 3,62% no período. Já a pecuária teve desempenho positivo, com crescimento de 0,70%, amenizando parte das perdas registradas pelo setor.
Entre os fatores que influenciaram o resultado estão a redução do valor bruto da produção em algumas cadeias agrícolas e o comportamento dos preços de importantes produtos do campo, refletindo diretamente na geração de riqueza do agronegócio.
Apesar do resultado negativo no início do ano, o agronegócio continua sendo um dos principais pilares da economia brasileira. Especialistas destacam que o desempenho do setor ao longo de 2026 dependerá da evolução dos preços das commodities, das condições climáticas, da demanda internacional e do ritmo das exportações.
O comportamento do mercado nos próximos meses será decisivo para indicar se o setor conseguirá recuperar parte das perdas registradas no primeiro trimestre e voltar a contribuir de forma mais intensa para o crescimento da economia brasileira.