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13 de agosto de 2026 - 10:47h

A Folha Agrícola

Milho dispara em Chicago após USDA revisar projeções de oferta e demanda

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta quarta-feira (12) em forte alta na Bolsa de Chicago, reagindo às novas projeções de oferta e demanda divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O movimento ganhou força após o órgão reduzir a estimativa de produtividade das lavouras norte-americanas. A projeção para o rendimento da safra 2026/27 caiu para 180,7 bushels por acre, abaixo dos 183 bushels por acre estimados anteriormente e também inferior à expectativa média dos analistas, de 182,4 bushels. (Farm Progress)

Apesar da redução na produtividade, o USDA elevou a estimativa de área plantada nos Estados Unidos, levando a previsão de produção para 16,013 bilhões de bushels. Ainda assim, os estoques finais projetados para a temporada 2026/27 recuaram em relação ao relatório anterior, aumentando a percepção de uma oferta mais ajustada. (Farm Progress)

Contratos avançam mais de 4%

A reação do mercado foi imediata. Os principais contratos do cereal registraram ganhos superiores a 4% durante o pregão.

O contrato com vencimento em setembro subiu 20,25 centavos de dólar, encerrando a sessão a US$ 4,57 por bushel. Já o contrato para dezembro avançou também 20,25 centavos, para US$ 4,8075 por bushel. (Farm Progress)

Além dos números de produção, a demanda interna dos Estados Unidos também contribuiu para sustentar as cotações. A produção de etanol de milho aumentou para 1,117 milhão de barris por dia na semana encerrada em 7 de agosto, acima da média das quatro semanas anteriores. (Farm Progress)

Estoques menores aumentam atenção do mercado

Outro ponto importante do relatório foi a revisão dos estoques norte-americanos. A estimativa para os estoques finais de 2025/26 foi reduzida em 75 milhões de bushels, para 1,653 bilhão de bushels, refletindo principalmente uma expectativa maior de exportações. (Farm Progress)

O conjunto dos dados mudou a percepção dos investidores sobre o equilíbrio entre oferta e demanda, provocando uma rodada de compras nos contratos futuros.

Reflexos para o mercado brasileiro

A forte valorização em Chicago é um fator importante para o mercado internacional e pode influenciar a formação dos preços do milho no Brasil, especialmente nas regiões com maior exposição ao mercado externo.

No cenário brasileiro, a combinação entre câmbio, prêmio de exportação e comportamento da Bolsa de Chicago será determinante para definir a competitividade do cereal nacional nos próximos dias.

O mercado também acompanha o avanço da comercialização da segunda safra brasileira e o ritmo das exportações, enquanto produtores e compradores avaliam o impacto das novas referências internacionais.

A alta em Chicago reforça, portanto, a importância de acompanhar os próximos dados de oferta, demanda, exportações e condições climáticas nos Estados Unidos, fatores que podem continuar provocando volatilidade nas cotações do milho. (Farm Progress)

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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