A produção brasileira de cana-de-açúcar deve alcançar 705,2 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 4,7% em relação ao ciclo anterior.
O avanço é atribuído principalmente ao aumento da área destinada à colheita e à expectativa de melhora na produtividade das lavouras. A área colhida deve chegar a aproximadamente 9,05 milhões de hectares, enquanto a produtividade média está estimada em 77,9 toneladas por hectare.
As condições climáticas ao longo do ciclo também contribuíram para o desenvolvimento das lavouras e sustentam a perspectiva de uma produção maior em relação à temporada 2025/26.
Sudeste concentra maior produção
O Sudeste permanece como principal região produtora do país, com produção estimada em 451,4 milhões de toneladas. São Paulo aparece como destaque, com previsão de aproximadamente 362,8 milhões de toneladas.
O Centro-Oeste deve produzir cerca de 157 milhões de toneladas, alta de 4,6% em relação à safra anterior. A região deverá contar com aproximadamente 2 milhões de hectares colhidos e produtividade média estimada em 78,8 toneladas por hectare.
Também são esperados avanços nas regiões Sul e Nordeste, com estimativas de produção de 37,3 milhões e 55,5 milhões de toneladas, respectivamente.
Açúcar deve recuar enquanto etanol ganha espaço
Mesmo com o aumento da oferta de cana, a produção de açúcar não deve acompanhar o mesmo ritmo. A estimativa aponta para 42,89 milhões de toneladas na safra 2026/27, queda de 2,9% em relação ao ciclo anterior.
Em contrapartida, a produção de etanol deve apresentar crescimento significativo. O etanol produzido a partir da cana deve avançar 9,7%, enquanto a produção de etanol de milho também segue em expansão.
Considerando as diferentes matérias-primas, a produção brasileira de etanol deve alcançar aproximadamente 41,88 bilhões de litros, crescimento de 11,7% em relação à safra anterior.
Os números fazem parte do acompanhamento oficial da safra realizado pela Conab e mostram um cenário de maior oferta de matéria-prima para o setor sucroenergético na temporada 2026/27.