Há uma diferença importante entre colher e extrair da lavoura todo o seu potencial. De um lado temos o ganho básico do plantio; do outro, usar a terra com planejamento e inteligência para lucrar mais e cuidar do solo a longo prazo. “No caso da cana-de-açúcar, por exemplo, boa parte desse processo começa muito antes do cultivo. Ao longo do ciclo, clima, solo, manejo e nutrição se combinam para definir não apenas a dimensão da colheita, mas também a qualidade da matéria-prima que chegará à indústria”, diz o engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente técnico e marketing da BRQ Brasilquímica.
Essa equação se torna ainda mais desafiadora diante das condições climáticas variáveis observadas nas últimas safras. Para o ciclo atual, as atenções também se voltam ao comportamento do clima e às possibilidades de influência do El Niño, fenômeno climático natural associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que pode alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do Brasil.
“Para uma cultura de ciclo longo como a cana-de-açúcar, essas mudanças podem interferir diretamente nas condições encontradas pela planta para o seu desenvolvimento, podendo prejudicar a produtividade da safra 2026/2027, estimada em 709,1 milhões de toneladas: aumento de 5,3% em relação ao ciclo anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)”, destaca Bruno Neves.
O especialista da BRQ assinala que “as condições encontradas ao longo do desenvolvimento do canavial fazem muita diferença no resultado. Mesmo quando as projeções apontam para produção maior, é preciso considerar que clima, disponibilidade hídrica e manejo podem interferir na capacidade da planta de expressar o potencial produtivo e manter a qualidade da matéria-prima”.
Bruno Neves recomenta não olhar apenas para o volume produzido. A produtividade por hectare e a avaliação do Açúcar Total Recuperável (ATR), que representa a quantidade de açúcares que pode ser recuperada da cana durante o processamento industrial, também são fundamentais para o sucesso do negócio e estão diretamente relacionadas à qualidade da matéria-prima entregue à usina.
“Quando pensamos em eficiência da cana, é importante que produtividade e qualidade caminhem juntas. Diversos fatores, como disponibilidade de água, temperatura, condições do solo e nutrição, também têm muita influência nesse processo. E o manejo nutricional faz parte dessa estratégia porque fornece nutrientes envolvidos em processos fisiológicos essenciais para o desenvolvimento da planta. O objetivo é criar condições para que o canavial aproveite melhor os recursos disponíveis e consiga atravessar o ciclo com maior equilíbrio”.
É justamente nesse momento que a nutrição passa a fazer parte da estratégia. O fornecimento adequado de nutrientes contribui para diferentes processos fisiológicos e ajuda a criar condições para que a cultura utilize de maneira mais eficiente os recursos disponíveis.
Destaque, por exemplo, ao potássio, que participa da regulação hídrica, ativação de enzimas e transporte dos açúcares (como a sacarose) produzidos na fotossíntese da planta. O elemento está relacionado a processos importantes para o desenvolvimento da cultura e, por isso, seu manejo deve ser considerado em um programa nutricional elaborado de acordo com as características de cada talhão.
Como parte dessa estratégia, importantes soluções podem ser utilizadas para complementar o manejo nutricional da cultura. Entre elas está QualyFol K320, da BRQ, fertilizante foliar líquido à base de carbonato de potássio, que auxilia a qualidade da cana e resistência ao estresse. Outra opção é QualyMix 08.08.40, fertilizante em pó solúvel que combina nutrientes envolvidos em diferentes processos do desenvolvimento vegetal e pode complementar o manejo conforme as demandas da cultura e as características do canavial.
“Além de buscar mais toneladas por hectare, é preciso aproveitar de forma eficiente o potencial de cada área, considerando também a qualidade da matéria-prima a ser destinada à indústria. Planejar o manejo e manter o equilíbrio nutricional ao longo do ciclo são estratégias importantes para buscar produtividade e qualidade de forma conjunta”, finaliza Bruno Neves.
Sobre a BRQ Brasilquímica
A BRQ Brasilquímica é uma empresa brasileira especializada na produção insumos para a agricultura, visando a nutrição de plantas. Fundada em 1995 e com sede em Batatais (SP), desenvolve e comercializa soluções inovadoras, contribuindo para a geração de valor ao agronegócio por meio de produtos de alta qualidade e resultados de grande performance, com a missão de possibilitar aos produtores rurais ganhos de rentabilidade por área. Seu portfólio inclui inoculantes, controle biológico, fertilizantes foliares, fertilizantes organominerais, biofertilizantes e matérias-primas para a agricultura e pecuária. Com moderna infraestrutura industrial e laboratorial, prima pelo rigoroso controle de qualidade de toda cadeia de insumos até o produto final. Sua equipe capacitada, com cerca de 250 profissionais, garante a excelência dos negócios e a satisfação dos clientes, inclusive com uma atuação em modelos de B2B e B2C. Para mais informações, acesse www.brasilquimica.com.br.