A União Europeia vai suspender, a partir desta quinta-feira (3), as importações de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil. A medida entra em vigor após o país não apresentar, dentro do prazo estabelecido, garantias consideradas suficientes pelo bloco europeu sobre o cumprimento das regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção pecuária.
A decisão atinge principalmente as exportações de carne bovina e de aves, mas também inclui ovos, mel, produtos de aquicultura e outros produtos de origem animal. O Brasil foi retirado da lista de países autorizados a fornecer esses produtos ao mercado europeu após uma avaliação das normas de controle de antimicrobianos utilizadas durante a criação dos animais.
Medida entra em vigor nesta semana
A suspensão já havia sido anunciada anteriormente pela União Europeia, com previsão de início em 3 de setembro de 2026. Nesta segunda-feira (31), a Comissão Europeia confirmou que não haverá prorrogação da medida e que as restrições começarão a valer nesta semana.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil poderá voltar a exportar para o bloco caso consiga demonstrar o cumprimento das exigências sanitárias europeias. As autoridades europeias afirmam que mantêm diálogo com o governo brasileiro para buscar uma solução para o impasse.
Entre as exigências estão garantias de que os produtos destinados ao mercado europeu sejam provenientes de animais submetidos a controles compatíveis com as regras da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos.
Impacto para o mercado brasileiro
A União Europeia é um importante destino para as proteínas brasileiras, e a suspensão representa mais um desafio para frigoríficos e exportadores que atuam no mercado internacional.
Em 2025, o Brasil foi um dos principais fornecedores de carne bovina para a União Europeia. O país também mantém participação relevante no fornecimento de outras proteínas e produtos de origem animal ao bloco.
Apesar da suspensão, a Comissão Europeia afirma que a medida poderá ser revertida caso o Brasil apresente as garantias necessárias e comprove a adequação aos requisitos estabelecidos pelo bloco.
Para o setor pecuário brasileiro, a situação aumenta a importância da manutenção de protocolos sanitários, rastreabilidade e abertura de novos mercados compradores, reduzindo a dependência de destinos específicos.
A suspensão começa a valer em 3 de setembro, enquanto as negociações entre autoridades brasileiras e europeias continuam.