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9 de setembro de 2026 - 8:23h

A Folha Agrícola

Boi gordo ganha força e contratos acima de R$ 380 elevam expectativa de alta

O mercado do boi gordo voltou a apresentar sinais de firmeza no início de setembro, com a menor oferta de animais terminados e a redução das escalas de abate aumentando a disputa entre frigoríficos e pecuaristas.

A movimentação também aparece no mercado futuro, onde contratos negociados na B3 passaram a trabalhar acima de R$ 380 por arroba em determinados vencimentos. O cenário reforça a expectativa de preços mais elevados para o último trimestre de 2026.

oferta mais controlada sustenta a arroba

A disponibilidade de bovinos prontos para o abate permanece mais restrita em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, os pecuaristas demonstram maior resistência em aceitar propostas abaixo das referências de mercado.

Com escalas de abate mais curtas, os frigoríficos precisam voltar às compras com maior frequência. Esse movimento reduz o espaço para novas pressões negativas sobre a arroba e pode favorecer novas altas caso a oferta continue limitada.

Em São Paulo, uma das principais referências do mercado pecuário, as cotações seguem próximas ou acima da faixa de R$ 345 por arroba, dependendo da categoria do animal, padrão e condição de negociação.

mercado futuro aumenta o otimismo

Na B3, os contratos futuros apresentam valores superiores às referências observadas no mercado físico. Os vencimentos mais distantes são os que concentram as expectativas mais otimistas, com contratos chegando à faixa acima de R$ 380 por arroba.

Os preços negociados no mercado futuro não representam uma garantia de que a arroba atingirá esses valores no mercado físico. Porém, funcionam como um importante indicador das expectativas dos agentes para os próximos meses.

Para o pecuarista, a sinalização ganha importância principalmente para quem possui animais programados para venda entre outubro e dezembro.

demanda será fundamental para novas altas

Apesar dos sinais positivos do lado da oferta, o comportamento da demanda continuará sendo determinante para a continuidade da valorização.

O mercado interno precisa absorver eventuais aumentos no preço da carne, enquanto as exportações seguem como um dos principais pilares da demanda pela proteína bovina brasileira.

A concorrência com outras proteínas, como frango, suíno e ovos, também pode limitar repasses muito rápidos ao consumidor.

cenário favorece o pecuarista

A combinação entre menor disponibilidade de animais terminados, escalas mais curtas e contratos futuros valorizados coloca o mercado em uma posição mais favorável ao pecuarista neste início de setembro.

Se a oferta continuar controlada e a demanda permanecer firme, aumenta a possibilidade de novas altas da arroba ao longo do último trimestre do ano.

Para quem tem gado pronto ou em fase final de engorda, o momento exige atenção às referências de mercado e às oportunidades de negociação, já que a diferença entre os preços atuais e as projeções futuras voltou a crescer.