Produção supera estimativa anterior e é impulsionada principalmente pelos resultados de soja e milho
A produção brasileira de grãos e oleaginosas na safra 2025/26 deve alcançar 361,7 milhões de toneladas, segundo a nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 2,6% em relação à temporada anterior e confirma um novo recorde para a agricultura brasileira. (C-Level)
A estimativa também supera a previsão divulgada anteriormente, de 360,75 milhões de toneladas. A revisão ocorreu principalmente em razão do desempenho da segunda safra de milho, que apresentou produtividade acima do esperado.
A área total cultivada no país chegou a aproximadamente 83,5 milhões de hectares, crescimento de 1,7%. Soja, milho e sorgo foram as culturas que mais contribuíram para a expansão da área plantada.
Soja alcança novo recorde
A produção de soja foi estimada em 180,4 milhões de toneladas, crescimento de 5,2% em relação à safra anterior.
O resultado foi favorecido pelo aumento da área cultivada e pelas boas condições de produtividade. As exportações também devem alcançar um novo recorde, com previsão de embarques de aproximadamente 116,2 milhões de toneladas.
Milho também tem produção histórica
A produção brasileira de milho deve chegar a 144 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 142,96 milhões.
O principal ajuste ocorreu na segunda safra, cuja produção foi revisada para 112,1 milhões de toneladas, diante de produtividades superiores às inicialmente previstas.
Mesmo com uma pequena redução anual na segunda safra, o resultado geral do milho permanece em patamar elevado e contribui significativamente para o recorde nacional.
Algodão também bate recorde
Outro destaque é o algodão, cuja produção deve alcançar 4,14 milhões de toneladas de pluma, o maior volume da série histórica.
O resultado ocorre mesmo com uma redução de 3,2% na área cultivada, mostrando o impacto dos ganhos de produtividade obtidos pelos produtores.
Trigo e arroz têm queda
Nem todas as culturas apresentam crescimento. A produção de trigo está estimada em 5,74 milhões de toneladas, queda de 27,1% em relação à temporada anterior.
A redução está relacionada principalmente à diminuição de 21,2% na área cultivada, além de uma produtividade menor.
No arroz, a produção deve ficar em 11,08 milhões de toneladas, recuo de 13,2%. A queda também está ligada principalmente à redução da área plantada, estimada em 14%.
Mesmo com a retração nessas culturas, a produção brasileira mantém volume suficiente para garantir o abastecimento interno.
O novo recorde reforça a força do agronegócio brasileiro e mostra a importância dos ganhos de produtividade, da tecnologia empregada no campo e das condições climáticas favoráveis para o desempenho das lavouras.