O plantio da soja da safra 2026/27 no Brasil alcançou 19,77% da área total estimada, registrando o ritmo mais acelerado da história para este período, segundo levantamento da consultoria Pátria AgroNegócios divulgado nesta segunda-feira (12).
O avanço é favorecido pela chegada antecipada das chuvas e pelos volumes considerados satisfatórios nas principais regiões produtoras, permitindo que os agricultores avancem com a semeadura da oleaginosa.
Na mesma época de 2025, o plantio abrangia 12,86% da área prevista. Em 2024, o índice era de 9,33%, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período ficou em 11,55%. Os números mostram a velocidade dos trabalhos no campo nesta temporada.
Mato Grosso lidera avanço da semeadura
Entre os estados produtores, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul se destacaram pelo avanço acelerado do plantio na última semana.
Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, já havia alcançado 33,3% da área prevista, conforme os dados divulgados pela consultoria.
O cenário, porém, apresenta diferenças regionais. Enquanto algumas áreas registram condições favoráveis para a semeadura, partes do noroeste mato-grossense enfrentaram dificuldades e precisaram realizar o replantio. Em determinadas localidades do centro-norte do estado, a necessidade de novas chuvas também permanece no radar dos produtores.
Excesso de chuva limita avanço no Paraná
No Paraná, o plantio avançou pouco durante a última semana em razão do excesso de precipitações, segundo a Pátria AgroNegócios.
Apesar da redução no ritmo recente, o estado já apresentava mais de 40% da área prevista semeada, beneficiado pela chegada antecipada das chuvas no início da temporada.
O excesso de umidade exige atenção dos produtores, pois pode dificultar a entrada das máquinas nas lavouras e comprometer o planejamento das operações agrícolas.
Plantio antecipado pode favorecer a segunda safra
O avanço antecipado da semeadura pode abrir espaço para uma colheita mais cedo da soja e favorecer o plantio do milho de segunda safra dentro de uma janela climática mais adequada.
Essa possibilidade é importante para o planejamento das propriedades, especialmente em regiões nas quais o calendário da soja influencia diretamente a produtividade e os riscos climáticos da cultura seguinte.
A continuidade desse cenário dependerá das condições do tempo nas próximas semanas. A distribuição das chuvas será determinante tanto para a conclusão do plantio quanto para o estabelecimento das lavouras já semeadas.
Para o produtor rural, o ritmo recorde representa uma oportunidade de avanço no calendário agrícola, mas exige acompanhamento das condições de solo e clima para evitar problemas de emergência, replantio e desenvolvimento inicial da cultura.