fbpx

23 de outubro de 2026 - 14:39h

A Folha Agrícola

Javalis e Javaporcos ameaçam áreas de soja no início da safra; saiba como proteger sua lavoura

Importante ter atenção aos pontos de acesso às propriedades rurais e monitorar a presença de animais silvestres e exóticos

A safra de soja 2026/2027 começa a ganhar espaço no campo, mas alguns visitantes indesejados já estão preparados para causar prejuízos à produção antes mesmo de as plantas se estabelecerem. Pegadas, marcas no solo e trechos revolvidos denunciam a presença de javalis e javaporcos. “Com grande capacidade de adaptação e alimentação diversificada, esses invasores encontram nas regiões agrícolas as condições favoráveis para buscar alimentos. Identificar os primeiros indícios e manter as estruturas da fazenda em boas condições são medidas importantes para proteger a lavoura – e o bolso”, recomenda Bruno Nolasco, gerente de negócios agro da Belgo Arames.

Apesar dos hábitos semelhantes, javalis e javaporcos têm origens diferentes. O javali (Sus scrofa) é uma espécie exótica invasora no Brasil, enquanto o javaporco resulta do cruzamento com suínos domésticos. São onívoros, alimentam-se de raízes, frutos, sementes, grãos, vegetais e pequenos animais e costumam viver em grandes bandos. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), esses suídeos apresentam hábitos predominantemente noturnos e usam o focinho para revolver o solo à procura de comida. Escavações, pegadas, fezes, pelos e vegetação danificada estão entre os vestígios que indicam sua presença.

A atenção a esses sinais ganha relevância diante do avanço dos javalis e javaporcos no país. Levantamento deste ano do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identifica crescimento em municípios de todas as regiões brasileiras, inclusive em localidades que não apareciam na edição anterior, publicada em 2019. “Locais próximos a matas, cursos d’água ou com oferta de alimento merecem atenção especial, pois servem como rotas de passagem. Conhecer esses pontos e monitorar os vestígios ajudam o produtor a entender por onde os invasores chegam e quais trechos exigem maior proteção”, pontua Bruno Nolasco.

Os impactos atingem diretamente a produção. Durante a busca por comida, javalis e javaporcos escavam o terreno, derrubam plantas e comprometem trechos cultivados. A preocupação também envolve a sanidade, já que os chamados suídeos asselvajados são considerados pelo Mapa nas ações de vigilância relacionadas à saúde dos rebanhos suínos como um todo.

Uma forma eficaz de dificultar a entrada desses animais nas lavouras é o cercamento, que precisa levar em conta as características dessas espécies e as condições de cada propriedade. “Uma tela com aberturas menores na parte inferior dificulta a passagem e cria uma barreira mais adequada para locais sujeitos a esse tipo de ocorrência”, explica o gerente de negócios da Belgo Arames.

Entre as opções está a tela pronta Belgo Javaporco, desenvolvida pela Belgo Arames – referência no mercado brasileiro de arames. A estrutura possui 11 fios horizontais e galvanização pesada, características que favorecem resistência e durabilidade e auxiliam a proteção contra a entrada de animais de médio e grande porte.

“Com a safra já caminhando, revisar o cercamento e corrigir possíveis pontos de acesso são cuidados que devem ser adotados antes de os problemas chegarem à lavoura. A combinação entre barreira adequada e monitoramento dos vestígios encontrados no entorno ajuda a preservar a área cultivada e a reduzir riscos para a produção”, finaliza Bruno Nolasco.

Sobre a Belgo Arames 

Com mais de 50 anos de história, a Belgo Arames é líder brasileira na transformação de arames de aço desde sua criação, fruto da parceria estratégica no Brasil entre a ArcelorMittal e a Bekaert. A empresa atua nos segmentos de Agronegócios, Cercamentos, Construção Civil, Automotivo, Solda, Aplicações Especiais e Indústria Petrolífera, oferecendo um mix de produtos e serviços que atendem com expertise e tecnologia de ponta, confiabilidade e qualidade aos mais diversos perfis de clientes. Com oito unidades pelo país, sua sede é em Contagem (MG).