fbpx

27 de outubro de 2026 - 6:44h

A Folha Agrícola

Preço do café cai 10% para produtores e pacote fica 19% mais barato em um ano

O preço do café voltou a recuar no Paraná em outubro, tanto no campo quanto no varejo. A redução está relacionada à maior oferta do produto no mercado nacional e começa a aliviar os custos para a indústria e os consumidores. Para os cafeicultores, porém, a queda representa uma redução na remuneração em comparação com o mês anterior.

Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, mostram que a saca de café beneficiado foi comercializada por R$ 1.380,51 na última semana analisada. O valor é 10% inferior à média de R$ 1.533,37 registrada em setembro.

A cotação atual voltou a níveis semelhantes aos observados em junho e julho, período de maior intensidade da colheita. Apesar da retração, o Deral considera que o preço recebido pelos produtores ainda é positivo diante do volume expressivo da produção brasileira.

Café mais barato chega às prateleiras

A queda das cotações também aparece no comércio varejista. Em outubro, o pacote de café de 500 gramas apresentou preço médio de R$ 23,90 no Paraná, segundo levantamento do Deral.

O valor representa uma redução de 19% em relação a outubro de 2025, quando o mesmo produto custava, em média, R$ 29,42.

De acordo com Hugo Wickler Godinho, coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, a diminuição dos preços favorece a formação de estoques pela indústria a custos menores e permite a oferta de produtos mais acessíveis aos consumidores.

O movimento ocorre após um período de preços elevados, que pressionou o orçamento das famílias e aumentou os custos de aquisição da matéria-prima para a indústria de café torrado e moído.

Oferta nacional influencia as cotações

O comportamento dos preços está ligado ao equilíbrio entre oferta e demanda. Com a entrada da produção da safra no mercado, a maior disponibilidade do grão contribui para reduzir a pressão sobre as cotações.

Entretanto, o mercado continua sujeito a mudanças nas condições climáticas, no consumo e na demanda internacional. Esses fatores podem influenciar tanto os preços recebidos pelos produtores quanto os valores praticados no varejo nos próximos meses.

Por isso, mesmo com a queda registrada em outubro, ainda não é possível afirmar que o café continuará ficando mais barato no mesmo ritmo.

Clima entra no radar da próxima safra

As condições climáticas também são importantes para as perspectivas da cafeicultura paranaense. Segundo o Deral, as chuvas regulares associadas ao cenário climático influenciado pelo El Niño têm favorecido o pegamento das primeiras floradas da próxima safra.

A evolução das floradas e o desenvolvimento dos frutos serão determinantes para o potencial produtivo das lavouras nos próximos meses.

Apesar da importância regional da atividade, o Paraná responde por aproximadamente 1% da produção nacional de café. Assim, o comportamento da produção em outros estados também terá influência significativa sobre a oferta brasileira e a formação dos preços.

O que a queda representa para o produtor?

Para o cafeicultor, a redução de 10% no preço médio da saca em relação a setembro reforça a importância de acompanhar os custos de produção e a rentabilidade da atividade.

Embora a cotação ainda seja considerada positiva pelo Deral, a margem efetiva depende de fatores como produtividade, despesas com mão de obra, fertilizantes, defensivos, colheita e beneficiamento.

Para o consumidor, a redução observada no varejo representa um alívio no preço de um produto presente no dia a dia das famílias.

O comportamento futuro do mercado dependerá principalmente da evolução da oferta brasileira, das condições climáticas para a próxima safra e da demanda pelo produto dentro e fora do país.

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

Leia mais