O mercado de mandioca manteve o movimento de valorização em outubro de 2026. Mesmo com a melhora das condições de colheita e o aumento do volume de raízes disponibilizado à indústria, a oferta permaneceu abaixo das expectativas dos agentes do setor, sustentando os preços pelo quarto mês consecutivo.
De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a quantidade de mandioca entregue às indústrias aumentou, mas ainda não foi suficiente para atender plenamente à demanda do mercado.
O cenário demonstra que, apesar da recuperação gradual da oferta, a disponibilidade de matéria-prima continua sendo um fator importante na formação dos preços.
Derivados também seguem com cotações firmes
A valorização da raiz também influencia diretamente os segmentos industriais que dependem da mandioca como matéria-prima.
Segundo o Cepea, a produção de derivados ganhou ritmo, mas ainda não foi suficiente para recompor os estoques de fecularias, farinheiras e indústrias modificadoras de amidos.
Com isso, as cotações da fécula e da farinha de mandioca também permaneceram firmes, acompanhando as condições de oferta do mercado.
Oferta continua no centro das atenções
O comportamento dos preços nos próximos meses dependerá principalmente da evolução da colheita e do volume de raízes destinado ao processamento industrial.
Para os produtores, a sequência de altas representa um cenário mais favorável de comercialização, especialmente diante da procura industrial e da disponibilidade ainda limitada de matéria-prima.
No entanto, o ritmo de recuperação da oferta será determinante para avaliar se a valorização continuará ou se o mercado encontrará um novo equilíbrio entre produção e demanda.
Fonte: Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.