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19 de fevereiro de 2026 - 12:58h

A Folha Agrícola

Mercado do leite inicia 2026 com sinais de recuperação, aponta CILeite

Mesmo com melhora nas margens, cenário ainda exige cautela no campo

O mercado brasileiro de leite começou 2026 com sinais concretos de recuperação, trazendo um alívio importante para o produtor rural após um período marcado por queda nas cotações, aumento de custos e margens apertadas.

Dados divulgados pelo Centro de Inteligência do Leite mostram que os preços do leite e de derivados iniciaram o ano em movimento de reação, acompanhando a valorização do mercado internacional e um ajuste gradual entre oferta e demanda no país.

No campo, o impacto é direto. A redução do volume produzido em parte do país, consequência da pressão econômica enfrentada pelos produtores ao longo de 2025, contribuiu para a recuperação do preço do leite cru. Além disso, a aproximação do período de entressafra também ajuda a restringir a oferta, favorecendo novas altas nas cotações.

Os derivados lácteos reforçam essa tendência. O leite em pó voltou a registrar valorização após meses de queda, enquanto produtos como leite UHT e muçarela também apresentaram recuperação recente. Esse movimento indica reorganização do mercado e possibilidade de recomposição gradual da renda do produtor.

O cenário de custos, porém, segue desafiador. Embora o milho tenha apresentado recuo, favorecendo a alimentação do rebanho, o farelo de soja teve alta, mantendo a pressão sobre o custo de produção. A valorização do real frente ao dólar também influencia o setor, afetando a competitividade e os preços internos.

Para o produtor rural, o momento é de expectativa moderadamente positiva. A recuperação ainda é gradual, mas os indicadores apontam para um início de ano mais favorável do que o observado no segundo semestre de 2025.

A tendência é de ajuste do mercado ao longo dos próximos meses, com possibilidade de melhora nas margens — desde que a relação entre custos e preços continue evoluindo de forma equilibrada.