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5 de maio de 2026 - 15:11h

A Folha Agrícola

Novo Desenrola pode ampliar adesão de agricultores familiares à renegociação de dívidas

Contag estima que existam cerca de 800 mil famílias rurais em condições de aderir ao programa

A inclusão de agricultores familiares entre os beneficiários do novo Desenrola anunciado nesta segunda-feira (4/5) pelo Ministério da Fazenda não é uma novidade para o setor, que já foi abrangido pelo Desenrola Rural, mas deve contribuir para a ampliar a adesão de produtores rurais da agricultura familiar ao programa do governo federal para renegociação de dívidas, segundo avaliação do secretário de política agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Márcio Roberto Langer.

“O Desenrola anunciado e republicado hoje é a continuidade do que já vinha sendo proposto e que já estava vigente com o Desenrola Rural, porém, por inúmeras explicações, nós temos um universo grande de famílias que ainda não que não fizeram adesão”, destaca Langer. A estimativa da Contag é que existam cerca de 800 mil famílias rurais em condições de aderir ao programa e que pelo menos 500 mil devem entrar no novo Desenrola.

Caso a expectativa se confirme, o programa de renegociação de dívidas do governo federal alcançará, ao todo, um milhão de agricultores familiares, considerando os que já aderiram ao Desenrola e os que potencialmente entrarão na nova edição programa anunciada hoje.

“Isso ajuda a colocar um universo grande de famílias de volta [ao mercado de crédito], com o CPF em dia que possibilita utilizar crédito rural oficial para melhorar a questão da produção no nosso país”, afirma Langer. Apesar da avaliação positiva, contudo, ele destaca que a categoria ainda precisa de medidas que contemplem os agricultores possuem dívidas contraídas em linhas de crédito não subsidiadas por Fundos Constitucionais de Financiamento, como o Pronaf.

“Há uma necessidade premente de também olhar esse outro universo de produtores que também se encontra uma situação difícil. Toda ajuda é bem vinda, mas ela precisa ser um pouco mais expandida para que a gesse público todo possa seguir produzindo alimentos para a sociedade brasileira”, completa.

Globo Rural