Life Biological Control destaca estratégias com baculovírus e macrobiológicos para mitigar perdas em cenário de instabilidade climática
O possível retorno do El Niño em 2026 já mobiliza o setor agropecuário brasileiro. Mais do que um evento climático, o fenômeno impõe desafios operacionais relevantes ao campo, com impactos diretos sobre o manejo fitossanitário, a produtividade e a previsibilidade das safras.
Projeções de organismos internacionais e nacionais indicam alta probabilidade de formação do fenômeno a partir do segundo semestre. Caso se confirme, os efeitos devem ser regionalizados. No Sul, a tendência de chuvas acima da média eleva o risco de doenças fúngicas e perdas estruturais. No Centro-Oeste e Sudeste, calor intenso e irregularidade hídrica podem favorecer estresses fisiológicos nas culturas. Já no Norte e Nordeste, a estiagem prolongada tende a agravar a pressão sobre sistemas produtivos.
Nesse ambiente, o desequilíbrio biológico ganha protagonismo. Segundo a doutora em Entomologia pela ESALQ/USP e CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola, o cenário climático favorece a aceleração do ciclo de pragas-chave. “Temperaturas elevadas e estresse hídrico criam condições ideais para o avanço de insetos como a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e lagartas como Spodoptera frugiperda, aumentando a pressão e a severidade dos ataques”, explica.
Na soja, a tendência é de maior incidência de lagartas desfolhadoras, como falsa-medideira e Helicoverpa, além da mosca-branca e percevejos. “Em anos de El Niño, o microclima mais quente e úmido favorece o aumento populacional de percevejos, ampliando o risco de danos econômicos”, acrescenta.
Diante desse cenário, o manejo integrado de pragas (MIP) com base em soluções biológicas ganha relevância estratégica. Tecnologias preventivas e seletivas permitem maior eficiência no controle, além de contribuir para a sustentabilidade do sistema produtivo.
Entre as alternativas disponíveis, o uso de macrobiológicos para controle de percevejos tem avançado no campo. Um exemplo é o Defender Soy, desenvolvido a partir da microvespa Telenomus podisi, voltado ao controle de ovos do percevejo-marrom (Euschistus heros). A estratégia atua de forma preventiva, interrompendo o ciclo da praga antes da fase de dano econômico.
No controle de lagartas, especialmente em áreas com histórico de resistência a inseticidas químicos, os bioinseticidas à base de baculovírus se consolidam como ferramenta técnica. A linha Destroyer, por exemplo, é direcionada ao manejo de espécies como Spodoptera frugiperda, falsa-medideira e Helicoverpa, com alta especificidade e segurança ambiental.
Além disso, soluções combinadas, como Defender Duo e Defender Triple, permitem o controle simultâneo de diferentes pragas, otimizando operações e ampliando o espectro de ação dentro do manejo.
Atualmente, a Life Biological Control detém o maior portfólio de produtos à base de baculovírus do mercado brasileiro, reforçando seu posicionamento no desenvolvimento de tecnologias adaptadas à agricultura tropical. Com sede em Piracicaba (SP), a empresa registrou crescimento superior a 200% nas vendas nos últimos 12 meses, impulsionado pela adoção crescente de bioinsumos e pelo avanço do MIP no país.
Em um cenário de maior variabilidade climática, o uso de ferramentas biológicas tende a deixar de ser alternativa e assumir papel central na estratégia produtiva, especialmente em sistemas que buscam eficiência, resiliência e sustentabilidade.
Sobre a Life Biological Control
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