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8 de setembro de 2026 - 6:33h

A Folha Agrícola

Cacau, café robusta e açúcar fecham em queda em Londres

Os contratos futuros de cacau, café robusta e açúcar branco encerraram a sessão desta segunda-feira (7) em baixa na bolsa de Londres. O movimento ocorreu em uma sessão marcada pelo baixo volume de negócios, influenciado pelos feriados nos Estados Unidos e no Brasil. As perdas, porém, ficaram abaixo de 1% para as três commodities.

O café robusta apresentou a maior queda entre os produtos negociados. O contrato recuou 0,73%, encerrando o dia a US$ 3.405 por tonelada. A baixa ampliou as perdas acumuladas na semana anterior, quando a commodity atingiu o menor nível em três meses.

Café segue sob influência da safra brasileira

O mercado continua acompanhando de perto as condições das lavouras brasileiras, já que o Brasil é o maior produtor mundial de café.

Além da oferta, o comportamento climático também permanece no radar dos investidores. Os possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre as lavouras de café robusta e arábica podem aumentar a volatilidade dos preços nos próximos meses.

A recuperação das exportações brasileiras também contribui para aliviar as preocupações com a oferta no curto prazo. Dados recentes indicaram aumento expressivo dos embarques de café do país, enquanto o avanço da colheita amplia a disponibilidade do produto.

Cacau recua com perspectiva de maior oferta

O cacau negociado em Londres terminou a sessão com queda de 0,09%, a US$ 4.391 por tonelada.

A baixa ocorre em meio a sinais considerados positivos para a oferta na África Ocidental, principal região produtora mundial.

Na Costa do Marfim, maior produtor global de cacau, foram colhidas 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026. O volume representa aumento de aproximadamente 30% em relação às 1,58 milhão de toneladas registradas no ciclo anterior.

Mesmo com a maior oferta, o mercado continua atento ao clima. O fortalecimento do El Niño pode afetar importantes regiões produtoras, embora os estoques globais ainda ofereçam uma margem de segurança diante de eventuais problemas climáticos.

Açúcar também termina o dia no vermelho

O açúcar branco fechou a sessão em queda de 0,32%, cotado a US$ 523,70 por tonelada.

A pressão sobre os preços está relacionada, entre outros fatores, às expectativas de menor necessidade de importação da Índia.

O país reduziu o limite de estoque permitido para comerciantes locais de 400 para 200 toneladas, em uma medida voltada a aumentar a disponibilidade interna e conter movimentos especulativos. A mudança pode diminuir a necessidade de compras externas no curto prazo.

Apesar da pressão recente, o mercado internacional de açúcar ainda encontra sustentação nas projeções de uma oferta global mais apertada para a temporada 2026/27. A Organização Internacional do Açúcar passou a projetar déficit mundial para o ciclo, enquanto questões climáticas seguem como fator de risco para grandes produtores.

Mercado acompanha clima e oferta global

As três commodities seguem sob influência de fatores semelhantes: condições climáticas, ritmo das safras, exportações e comportamento da demanda internacional.

No café, o Brasil permanece como principal referência para a oferta mundial. No cacau, a produção da África Ocidental é determinante para as cotações, enquanto no açúcar as condições de produção no Brasil, Índia e Tailândia podem definir o equilíbrio entre oferta e demanda.

Para produtores e agentes do agronegócio, o cenário exige atenção aos próximos movimentos das bolsas internacionais, especialmente diante das incertezas climáticas e das mudanças no fluxo de comércio das principais commodities agrícolas.

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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