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16 de setembro de 2026 - 13:47h

A Folha Agrícola

Preço da soja volta a subir com demanda aquecida pelo grão brasileiro

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar valorização nesta quarta-feira (16), impulsionado pela demanda aquecida e pelo interesse comprador pelo produto brasileiro.

Segundo levantamento da AgRural, a oleaginosa apresentou alta na maioria das praças acompanhadas. Em Ponta Grossa, no Paraná, a saca de 60 quilos avançou R$ 2 em relação ao dia anterior e chegou a R$ 158.

Em Primavera do Leste, em Mato Grosso, a valorização foi de R$ 1, levando a cotação para R$ 143 por saca. Já em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, o preço permaneceu estável em R$ 144.

demanda sustenta os preços

A procura pelo grão brasileiro continua sendo um dos principais fatores de sustentação das cotações. Com o mercado internacional mais aquecido, compradores aumentam o interesse pela soja disponível no Brasil, enquanto produtores acompanham o comportamento dos preços antes de avançar com novas vendas.

O cenário também é influenciado pelo desempenho do mercado internacional e pela relação entre oferta, demanda e câmbio, fatores que contribuem diretamente para a formação dos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

preços avançam em diferentes regiões

Além de Ponta Grossa e Primavera do Leste, outras importantes regiões produtoras também vêm apresentando movimentações positivas nas cotações.

No Paraná, o indicador Cepea/Esalq apontou avanço recente tanto no interior do Estado quanto em Paranaguá. A saca chegou a R$ 153,59 no indicador paranaense e a R$ 160,59 no mercado de Paranaguá, considerando os dados mais recentes disponíveis.

A valorização reforça a importância do comportamento da demanda externa para o mercado brasileiro, principalmente em um período de transição entre safras.

mercado segue no radar do produtor

A recuperação das cotações coloca a soja novamente no centro das atenções dos produtores, que avaliam o melhor momento para comercializar os estoques remanescentes e planejar as vendas da próxima safra.

Para os próximos dias, o mercado deve continuar atento ao ritmo das compras, ao comportamento dos preços internacionais, ao câmbio e às condições de oferta no Brasil e nos Estados Unidos.