O mercado de ovos comerciais registra queda nos preços em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento está relacionado ao enfraquecimento da demanda, que reduziu o ritmo de comercialização nos últimos dias.
Com as vendas mais lentas, os negociadores têm recorrido a descontos para movimentar o mercado. Segundo agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, o cenário é de menor procura pela proteína, pressionando as cotações.
Estoques variam entre as regiões
Do lado da oferta, a situação não é uniforme. Enquanto alguns produtores e comerciantes relatam estoques sob controle, outras regiões já demonstram preocupação com o aumento do volume de ovos armazenados nas granjas.
A combinação entre vendas mais fracas e possível acúmulo de estoques pode manter a pressão sobre os preços, especialmente nas localidades onde a oferta começa a superar o ritmo de comercialização.
Caso de Newcastle gera restrições comerciais
Outro fator acompanhado pelo setor avícola é a confirmação de um caso de doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina. Após a ocorrência, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou emergência zoossanitária em quatro municípios próximos ao foco.
Como consequência, México e Chile anunciaram restrições à importação de produtos avícolas brasileiros.
Apesar das medidas, pesquisadores do Cepea avaliam que os efeitos sobre o mercado de ovos devem ser limitados. O México tem participação reduzida nas exportações brasileiras, enquanto a restrição chilena se aplica aos produtos provenientes de Santa Catarina.
Mercado de ovos segue atento à demanda
Neste momento, o comportamento dos preços está mais diretamente relacionado ao ritmo de vendas e à situação dos estoques em cada região. A evolução da demanda será determinante para avaliar se as cotações continuarão recuando ou se haverá espaço para recuperação nas próximas semanas.