Segundo o que a família relatou ao Folha Agrícola, além do prejuízo financeiro, estimado em mais de R$ 500 mil, o impacto emocional tem sido devastador.
Uma família do interior de São Francisco de Paula vive um verdadeiro drama após anos seguidos de furtos de gado. O caso mais recente acendeu um alerta ainda maior sobre a insegurança no campo na região.
Segundo relato dos responsáveis pela propriedade ao nosso Portal, em novembro de 2025 o rebanho contava com 187 animais. Atualmente, restam cerca de 96 cabeças, entre vacas, novilhas e terneiras — uma perda que ultrapassa 90 animais.
Somente entre novembro e dezembro do ano passado, foram registrados 24 furtos. Já nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, outros 50 animais desapareceram, principalmente vacas de cria.
Os animais levados eram identificados com a marca “CR”, o que reforça a suspeita de que os autores sabiam exatamente de quem estavam furtando.

A propriedade pertence a uma idosa, que tem forte ligação afetiva com o rebanho. Segundo familiares, muitas das vacas foram criadas desde pequenas, tinham nomes e atendiam ao chamado da dona.
Os furtos não são recentes. De acordo com a família, há cerca de 10 anos episódios semelhantes vêm acontecendo, com registros anteriores de aproximadamente 64 animais levados.
A região onde fica a propriedade possui diferentes rotas de saída, como estradas que ligam comunidades locais à Rota do Sol e outras vias rurais. Há também suspeitas de que o transporte dos animais esteja sendo feito por caminhões boiadeiros, o que dificultaria a identificação.
O caso já está sendo acompanhado por um setor especializado em combate ao abigeato, com sede em Santo Antônio da Patrulha, mas moradores relatam sensação de abandono e falta de fiscalização.
Além dessa propriedade, outros produtores da região também relatam prejuízos semelhantes, indicando que o problema pode ser ainda maior e atingir diversas áreas do interior.
Diante da situação, a família faz um apelo: mais do que punições, eles querem recuperar os animais e voltar a ter tranquilidade no campo.
Até quando produtores rurais vão continuar convivendo com esse tipo de crime sem resposta efetiva?
Reportagem Folha Agrícola
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