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19 de maio de 2026 - 10:40h

A Folha Agrícola

Geadas não afetaram lavouras de milho segunda safra no Sul do país

Segundo empresa de monitoramento, eventos climáticos tiveram pouco potencial relevante de comprometimento da produção

As áreas produtoras de milho segunda safra não registraram, até o momento, impactos significativos causados pelas geadas observadas nos últimos dias no Sul do Brasil. A análise é feita pela EarthDaily, que atua no monitoramento agrícola com uso de imagens de satélites.

De acordo com a empresa, apesar da forte queda nas temperaturas em parte do Paraná e de Mato Grosso do Sul, os eventos ocorreram de forma pontual e com baixa intensidade, sem potencial relevante de comprometimento da produção.

Na comparação entre os últimos 30 e 10 dias, Paraná e Mato Grosso do Sul registraram temperaturas médias entre 3°C e 5°C abaixo da normalidade, refletindo a atuação de uma massa de ar frio mais intensa sobre a região. Apesar disso, os indícios apontam que as geadas ocorridas entre o sudeste de Mato Grosso do Sul e o oeste do Paraná tiveram baixa intensidade.

“Esse cenário favoreceu a ocorrência de geadas pontuais, especialmente em regiões de maior altitude e baixadas. Até o momento, porém, os indícios são de que o evento ocorreu com baixa intensidade, sem potencial para causar danos significativos à produção estadual”, explica, em nota, Felippe Reis, analista de cultura da EarthDaily.

Em Mato Grosso, principal produtor nacional de milho segunda safra, o índice de vegetação (NDVI), indicador utilizado para avaliar vigor e sanidade das lavouras, mostra evolução satisfatória na maior parte do Estado, com exceção do sudeste, onde o plantio tardio ainda limita o desenvolvimento das áreas. A umidade do solo acima da média também favorece a continuidade do desenvolvimento das lavouras.

Já em Mato Grosso do Sul, o cenário também é considerado muito bom, segundo a empresa. O NDVI apresenta os maiores valores na comparação com os últimos anos, indicando bom potencial produtivo. A umidade do solo, que já está elevada, deve permanecer acima da média, favorecendo o desenvolvimento das lavouras no curto prazo.

Por outro lado, em Goiás, o NDVI apresenta comportamento semelhante ao observado em 2021, ano marcado por forte quebra de safra. Embora os índices atuais estejam acima dos registrados naquele período, a persistência de umidade abaixo da média desde meados de março reforça o risco de perdas produtivas caso o padrão seco continue nas próximas semanas.

Já no Paraná, o NDVI vem apresentando dinâmica favorável nas últimas semanas, refletindo a resposta positiva das lavouras ao retorno das chuvas e ao aumento da umidade do solo. A tendência de umidade acima da média deve continuar sustentando o desenvolvimento vegetativo das áreas no curto prazo.

Por fim, a EarthDaily ressalta que os modelos climáticos seguem indicando temperaturas abaixo da média no curto prazo para a Região Sul, áreas do Sudeste e Mato Grosso do Sul, mantendo o risco de novos episódios de frio mais intenso e reforçando a necessidade de monitoramento constante das áreas produtoras.

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