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1 de julho de 2026 - 9:20h

A Folha Agrícola

Plano Safra de R$ 525,1 bilhões promete mais crédito e juros menores para o produtor

O Governo Federal lançou o Plano Safra 2026/2027 com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, o maior volume de recursos já anunciado para o setor. O montante é R$ 9 bilhões superior ao da safra anterior e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito, incentivar investimentos e fortalecer a produção agropecuária em todo o país.

Do total anunciado, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, permitindo que os produtores financiem despesas como compra de sementes, fertilizantes, defensivos, combustível, manutenção das lavouras e comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões serão voltados para investimentos, contemplando projetos de irrigação, armazenagem, aquisição de máquinas e equipamentos, inovação tecnológica, recuperação de pastagens e agricultura de baixo carbono.

Os médios produtores enquadrados no Pronamp terão acesso a R$ 72,6 bilhões em crédito. Além do aumento dos recursos, o governo reduziu as taxas máximas de juros em algumas linhas estratégicas. A taxa do Pronamp caiu de 10% para 9% ao ano, enquanto outra linha importante da agricultura empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, buscando aliviar o custo do financiamento para quem produz.

Entre as novidades desta edição está a ampliação dos financiamentos para armazenagem, irrigação, eficiência energética e modernização das propriedades rurais. O Plano também cria uma linha específica para comercialização destinada aos médios produtores e amplia a possibilidade de financiamento para aquisição de matrizes e reprodutores em projetos pecuários.

Na prática, o novo Plano Safra pode impactar diretamente culturas como soja, milho e arroz, além de beneficiar cadeias ligadas à exportação, produção de carnes e compra de insumos. O acesso ao crédito costuma influenciar decisões sobre área plantada, investimentos em tecnologia e capacidade de produção, fatores que também refletem na competitividade do agronegócio brasileiro e no abastecimento do mercado interno.

O governo afirma que o programa busca aumentar a produtividade e tornar o setor mais competitivo, enquanto produtores e entidades do agro agora acompanham a regulamentação das linhas de financiamento para avaliar como os recursos chegarão efetivamente ao campo.