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30 de julho de 2026 - 6:45h

A Folha Agrícola

Mercado brasileiro de máquinas agrícolas recua 21,3% no primeiro semestre

Produtores esperam a entrada em vigor de novas condições para comprar máquinas, afirma Abimaq — Foto: Wuiga Rubini/GOVBAault

O mercado brasileiro de máquinas agrícolas registrou forte retração no primeiro semestre de 2026. A receita líquida do setor caiu 21,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, em um cenário marcado por maior cautela dos produtores na realização de novos investimentos.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o faturamento do setor ficou em R$ 26,6 bilhões entre janeiro e junho. Considerando apenas o mercado interno, a queda foi ainda maior, de 24,9%, com receita de R$ 22,1 bilhões.

A redução nas vendas reflete, entre outros fatores, o custo elevado do crédito e a menor rentabilidade observada em parte das atividades agrícolas. Com margens mais apertadas, muitos produtores passaram a adiar a renovação de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos.

Entre os tratores, as vendas para usuários finais recuaram 11,5% no acumulado do primeiro semestre. Em junho, foram entregues 3.146 unidades, queda de 20,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.

O mercado de colheitadeiras apresentou uma retração ainda mais acentuada. As vendas para usuários finais caíram 31,1% no primeiro semestre, enquanto as vendas realizadas pelas fabricantes tiveram redução de 45,2%.

Apesar do desempenho negativo no mercado interno, as exportações ajudaram a amenizar a retração do setor. As vendas externas de máquinas e implementos agrícolas cresceram 17,5% no primeiro semestre, alcançando US$ 876,64 milhões. As exportações de tratores tiveram alta de 40,2% no período.

O cenário nacional também serve de alerta para regiões agrícolas como o Paraná, onde a mecanização é fundamental para o cultivo de soja, milho, trigo e outras culturas. No entanto, os dados divulgados pela Abimaq não apresentam, neste levantamento, um recorte específico do desempenho das vendas no Estado.

Para o produtor rural, o momento exige maior cautela na hora de assumir novos financiamentos. Com juros elevados e rentabilidade pressionada, a tendência é prolongar a utilização da frota atual e postergar a compra de máquinas novas, sempre que as condições de manutenção permitirem.

A recuperação do mercado dependerá principalmente da melhora das condições de crédito e da rentabilidade das atividades agrícolas, fatores que influenciam diretamente a capacidade de investimento do produtor.

Fonte: Abimaq.

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Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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