A arroba do boi gordo encerrou a última semana sustentada, mesmo com os frigoríficos tentando pressionar os preços e com sinais de desaceleração nas exportações de carne bovina no início de agosto.
O principal fator de sustentação continua sendo a oferta restrita de animais terminados. Com menos gado disponível para abate, os frigoríficos encontram dificuldades para ampliar suas escalas e têm menor espaço para impor quedas mais acentuadas aos pecuaristas.
Em São Paulo, a média da arroba do boi gordo ficou em R$ 347,13 na sexta-feira (14), após recuo de 0,74% no dia. No mercado futuro, o contrato com vencimento em outubro de 2026 terminou o pregão a R$ 354,00 por arroba, queda de 1,03%.
Mesmo com o consumo interno entrando em um período tradicionalmente mais fraco na segunda metade do mês, a oferta enxuta de animais terminados ajuda a equilibrar o mercado e mantém o pecuarista com maior poder de negociação.
O cenário externo, porém, exige atenção. As exportações brasileiras de carne bovina desaceleraram em agosto, enquanto as restrições relacionadas à cota de importação da China aumentam as incertezas para o setor.
Para o produtor, o momento combina sustentação dos preços com um mercado que segue exigindo cautela diante do comportamento da demanda interna e externa.