Uma pesquisa desenvolvida no Paraná vai utilizar técnicas de reprodução assistida para produzir embriões da raça Purunã em laboratório e acelerar o melhoramento genético do rebanho.
A iniciativa prevê a produção de aproximadamente 4,5 mil embriões in vitro ao longo de três anos, ampliando a disponibilidade de animais com características genéticas consideradas importantes para a pecuária paranaense.
O Purunã é uma raça desenvolvida no Paraná a partir do cruzamento de diferentes raças bovinas, buscando reunir características de desempenho produtivo, adaptação e qualidade de carne. A pesquisa pretende utilizar a biotecnologia para multiplicar animais geneticamente superiores em um período menor do que seria possível apenas com a reprodução convencional.
Tecnologia para acelerar a seleção genética
A produção de embriões in vitro permite utilizar material genético de animais selecionados e aumentar significativamente o número de descendentes obtidos a partir de matrizes e reprodutores de alto valor genético.
Com isso, pesquisadores poderão ampliar a avaliação de características importantes para a raça e acelerar a formação de novos animais que apresentem melhor desempenho.
A expectativa é que o projeto também contribua para consolidar o Purunã como uma alternativa genética para sistemas de produção de carne bovina no estado.
Projeto terá duração de três anos
Ao longo do período previsto, a meta é chegar a cerca de 4,5 mil embriões produzidos em laboratório. O trabalho deverá envolver coleta de material genético, fertilização in vitro, desenvolvimento embrionário e posterior transferência dos embriões para fêmeas receptoras.
Além de ampliar o número de animais da raça, a iniciativa busca gerar informações para orientar futuros programas de seleção e melhoramento genético.
O projeto reforça o uso de biotecnologias reprodutivas como ferramenta para aumentar a eficiência da pecuária e acelerar a evolução genética dos rebanhos paranaenses.