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26 de outubro de 2026 - 13:36h

A Folha Agrícola

Setor de fertilizantes projeta recuperação em 2027 após retração nas entregas

Mercado brasileiro deve fechar 2026 com queda de até 15%, mas novas demandas do agronegócio podem elevar as entregas para 47,5 milhões de toneladas no próximo ano.

O mercado brasileiro de fertilizantes enfrenta um ano de retração em 2026, pressionado pelos altos custos de produção, juros elevados e incertezas no cenário internacional. Após atingir o recorde de 49,1 milhões de toneladas entregues em 2025, o setor projeta uma redução de 10% a 15% neste ano. Para 2027, porém, a expectativa é de recuperação, com entregas estimadas em 47,5 milhões de toneladas.

As projeções foram apresentadas durante o 20º Simpósio Sindiadubos NPK 2026, realizado na quinta-feira (22), em Curitiba (PR). O evento reuniu cerca de 1,2 mil participantes de mais de 350 empresas brasileiras e internacionais ligadas à cadeia de fertilizantes.

Custos elevados reduzem a demanda

Na abertura do simpósio, o presidente do Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR), Aluisio Schwartz Teixeira, destacou as dificuldades enfrentadas pelo setor ao longo de 2026.

Segundo ele, as oscilações nos preços internacionais, os conflitos geopolíticos, as sanções comerciais e as restrições à navegação afetaram o mercado de insumos. No Brasil, juros elevados, custos de transporte e mudanças na tributação também pressionaram as margens dos produtores rurais.

Com menor capacidade de investimento, muitos agricultores reduziram as compras de fertilizantes ou passaram a utilizar quantidades menores nas lavouras.

Apesar das dificuldades, Teixeira afirmou que o abastecimento foi mantido durante o período. A

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