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7 de maio de 2026 - 15:00h

A Folha Agrícola

Colheita do conilon começa em maio e exige atenção à maturação dos frutos

Uniformidade na lavoura e manejo ao longo do ciclo influenciam diretamente o momento ideal de colheita

Com o início da colheita do café conilon no Espírito Santo, neste mês de maio, cresce a atenção dos produtores ao estágio de maturação da lavoura. Mais do que definir o momento de entrada nas áreas, esse fator influencia diretamente o rendimento e a qualidade da produção.

Na prática, o ponto ideal de colheita está ligado ao percentual de frutos maduros. A recomendação é que a lavoura atinja um nível mínimo antes do início dos trabalhos, evitando perdas e garantindo melhor aproveitamento.

Na Fazenda Venturim, em São Domingos do Norte, o produtor rural Isaac Venturim acompanha esse processo de perto em uma área de 90 hectares de café conilon. “A gente faz esse monitoramento com equipe técnica, avaliando o percentual de maturação. Quando chega em torno de 70% de frutos maduros, a gente inicia a colheita”, explica.

Maturação define o momento

A uniformidade da maturação é um dos principais desafios no conilon. Segundo o produtor, fatores como clima e florada influenciam diretamente esse processo.

“Isso depende muito da chuva e da florada. Quando ela vem mais uniforme, a maturação também acompanha. Quando não, a gente não tem essa uniformidade e precisa esperar mais para entrar colhendo”, relata Venturim.

Essa variação impacta diretamente o planejamento da colheita e pode exigir mais de uma entrada na lavoura, aumentando o custo da operação.

Manejo ao longo do ciclo

Além das condições climáticas, o manejo adotado ao longo do ciclo também interfere no desenvolvimento dos frutos. Práticas bem conduzidas ajudam a reduzir diferenças entre plantas e favorecem uma lavoura mais equilibrada.

“A uniformidade da irrigação e da adubação, quando bem conduzidas, tendem a gerar plantas mais uniformes e, por consequência, uma maturação mais homogênea. Isso facilita a definição do momento ideal da colheita”, observa o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim do Brasil, Elidio Torezani.

Irrigação influencia o resultado

Dentro desse manejo, a condução da água ao longo do ciclo é determinante. Plantas submetidas a estresse hídrico ou nutricional tendem a acelerar a maturação dos frutos antes de atingirem seu pleno desenvolvimento, o que compromete a uniformidade e, consequentemente, a produtividade. “Uma irrigação desuniforme ou realizada em momentos inadequados pode levar à maturação precoce dos grãos e trazer prejuízos à produtividade”, diz Torezani.

Na prática, esse efeito também é percebido na lavoura. “A irrigação por gotejamento contribui para essa uniformidade. A planta consegue se desenvolver melhor, sem forçar o processo, e isso se reflete na maturação dos frutos”, relata Isaac Venturim.

Sobre a Hydra Irrigações

A Hydra Irrigações é uma das empresas detentoras da tecnologia mais avançada no segmento em nível nacional. Primeira revenda Netafim no Brasil e pioneira na aplicação de conhecimento e de técnicas para priorizar a economia de água, a empresa, com sede em Linhares (ES), tem experiência de quase três décadas de atuação e pesquisa para associar em seus projetos critérios agronômicos rigorosos a equipamentos de ponta. O objetivo é promover alta performance de todos os recursos, considerando as necessidades e especificidades de cada cliente.

Assessoria